Os desequilíbrios do milagre chinês

Com a crise global de 2008, as crescentes pressões para uma valorização de sua moeda e os conflitos sociais com uma classe trabalhadora cansada de sacrifícios, o governo chinês vem impulsionando uma mudança do atual modelo de crescimento baseado nas exportações para outro que aproveite o infinito potencial de seu consumo doméstico. Em 30 anos de crescimento acelerado, o país deu um salto qualitativo em termos de desenvolvimento, mas pagou um alto preço em termos sociais.

A mudança está consagrada no 12° plano quinquenal da China apresentado em março e que está centrado em uma série de medidas econômicas e sociais para estimular o consumo doméstico entre 2011 e 2015. Entre os anúncios, encontra-se a construção de 36 milhões de casas a preços populares, a criação de 45 milhões de postos de trabalho em zonas urbanas e a manutenção de uma taxa de desemprego abaixo de 5%. Em setembro entrou em vigor uma reforma tributária que elevou pela segunda vez em três anos o limite a partir do qual se paga impostos. Este limite passou de 2000 yuanes para 3.500 yuanes mensais (548 dólares), uma mudança que permitirá que 80% da população não pague impostos

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About Giorgio Bertini

Director at Learning Change Project - Research on society, culture, art, neuroscience, cognition, critical thinking, intelligence, creativity, autopoiesis, self-organization, rhizomes, complexity, systems, networks, leadership, sustainability, thinkers, futures ++
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