Espanha entre a direita e o desalento

Vitória do Partido Popular evidencia falência da social democracia e dilemas dos indignados. Ao recusarem, em sua maioria, participação na política institucional, ativistas abrem espaço para que propaganda conservadora capitalize fracasso do PSOE. Novos governos, baseados em duro arrocho fiscal, tendem a ser instáveis e antidemocráticos.

A vitória absoluta da direita espanhola alinha o país com Grécia e Itália na disposição de aprofundar o duríssimo ajuste fiscal imposto pela tríade União Europeia (leia-se Alemanha e França), Banco Central Europeu (BCE) e FMI. A principal distinção ibérica reside na forma institucional encontrada.

Não há formalmente intervenção externa e sinais de golpe de Estado financeiro, como nos outros dois casos, nos quais os novos mandatários foram impostos pelo mercado financeiro. A Espanha preserva as chamadas liturgias da democracia representativa, após o Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE) ter completado o giro à direita, iniciado nos quatro mandatos de Felipe Gonzáles como primeiro-ministro (1982-1996).

Ler

Advertisements

About Giorgio Bertini

Director at Learning Change Project - Research on society, culture, art, neuroscience, cognition, critical thinking, intelligence, creativity, autopoiesis, self-organization, rhizomes, complexity, systems, networks, leadership, sustainability, thinkers, futures ++
This entry was posted in España and tagged . Bookmark the permalink.

Leave a Reply

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out / Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out / Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out / Change )

Google+ photo

You are commenting using your Google+ account. Log Out / Change )

Connecting to %s