Euro: nova moeda, um velho problema

Na semana que ora se encerra houve uma discussão entre o presidente da Comissão Européia, José Manuel Barroso, e a chanceler Ângela Merkel. O o presidente da C.E. apresentou um plano sobre a adoção de “Euro Bonds” por parte do Banco Central Europeu, uma medida que vem sendo apregoada por vários analistas como sendo a única que poderia aliviar a crise da moeda. A chanceler cortou-lhe o vôo, dizendo que a Alemanha não apoiaria a medida. O mesmo vôo foi novamente cortado na reunião entre Merkel, Sarkozy e Mario Monti.

A Zona do Euro foi imaginada, criada e expandida em torno de dois pilares do senso comum hegemônico ao final do século XX e começo do século XXI. O primeiro pilar era o de que “a moeda” era um conceito robusto o suficiente para garantir estabilidade econômica. Proteger a moeda, estabilizar a moeda, garantir a moeda, eram parte do receituário da panacéia universal. Para isso era preciso separar a política da moeda da política tradicional, derivando daí a absoluta necessidade de dar um tratamento “técnico” aos bancos centrais e garantir a sua “autonomia” em relação às demais instâncias de governo.

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About Giorgio Bertini

Director at Learning Change Project - Research on society, culture, art, neuroscience, cognition, critical thinking, intelligence, creativity, autopoiesis, self-organization, rhizomes, complexity, systems, networks, leadership, sustainability, thinkers, futures ++
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